Auto da Alma http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras/blog.php Sobre Gil Vicente e sua obra Alma Auto da Alma - introdução http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/autodaalma/index.php?s=lerpost&post=31 Assi como foi cousa muito necessária haver nos caminhosestalagens, pera repouso e refeição dos cansados caminhantes, assi foicousa conveniente que nesta caminhante vida houvesse umaestalajadeira, pera refeição e descanso das almas que vãocaminhantes pera a eternal morada de Deus. Esta estalajadeira dasalmas é a Madre Santa Igreja, a mesa é o altar, os manjares asinsígnias da Paixão. E desta perfiguração trata a obra seguinte.Figuras: Alma, Anjo Custódio, Igreja, Santo Agostinho, SantoAmbrósio, S. Jerónimo, S. Tomás, Dous Diabos.Este Auto presente foi feito à muito devota Rainha D. Leonor erepresentado ao mui poderoso e nobre Rei Dom Emanuel, seu irmão,por seu mandado, na cidade de Lisboa, nos Paços da Ribeira, em anoite de Endoenças. Era do Senhor de 1518. Thu, 23 December 1999 02:59:28 GMT pequena biografia http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/autodaalma/index.php?s=lerpost&post=30 Pouco se sabe sobre a vida de Gil Vicente. Pensa-se que terá nascido por volta de 1465, em Guimarães ou algures na Beira. Duas vezes casado, teve cinco filhos, dos quais os mais conhecidos são Paula Vicente, que deixou fama de uma mulher invulgarmente culta, e Luís Vicente, que organizou a primeira Compilação das obras de seu pai. No início do século XVI encontramo-lo na corte, participando nos torneios poéticos que Garcia de Resende documentou no seu Cancioneiro Geral. Ao longo de mais de três décadas, o nosso Gil Vicente foi um dos principais animadores dos serões da corte, escrevendo, encenando e até representando mais de quarenta autos. O primeiro, o Monólogo do Vaqueiro (Auto da Visitação), data de 1502 e foi escrito e representado pelo próprio Gil Vicente na câmara da rainha, para comemorar o nascimento do príncipe D. João, futuro D. João III. O último, Floresta de Enganos, foi escrito em 1536, ano que se presume seja o da sua morte.(texto retirado de um trabalho de Ana Barros, Escola Básica 2,3 Cruz de Pau) Thu, 23 December 1999 02:55:24 GMT