Blog Pessoal de Cátia Preguiça http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras/blog.php Reflexões pessoais de Cátia Preguiça Cátia Preguiça A vida é feita de surpresas ! http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/catiapreguica/index.php?s=lerpost&post=260  ah pois é!   é pois Tue, 30 October 2007 12:35:07 GMT Há dias assim http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/catiapreguica/index.php?s=lerpost&post=256 Quando os dias são assim...Não há mesmo nada a fazer...resta viver   :(  ou sobreviver....  Wed, 24 October 2007 16:44:54 GMT O lugar da Casa http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/catiapreguica/index.php?s=lerpost&post=140 O lugar da CasaUma casa que fosse um arealdeserto; que nem casa fosse;só um lugaronde o lume foi aceso, e à sua rodase sentou a alegria; e aqueceuas mãos; e partiu porque tinhaum destino; coisa simplese pouca, mas destino:crescer como árvore, resistirao vento, ao rigor da invernia,e certa manhã sentir os passosde abrilou, quem sabe?, a floraçãodos ramos, que pareciamsecos, e de novo estremecemcom o repentino canto da cotovia.   Fri, 13 July 2007 17:00:26 GMT Balança http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/catiapreguica/index.php?s=lerpost&post=139 BalançaNo prato da balança um verso bastapara pesar no outro a minha vida. Fri, 13 July 2007 16:52:09 GMT Frase que dá que pensar! Seja Optimista! http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/catiapreguica/index.php?s=lerpost&post=108 Frase do Dia! "Um optimista vê uma oportunidade em cada calamidade, um pessimista vê uma calamidade em cada oportunidade." Wed, 27 June 2007 16:36:09 GMT Quem foi Eugénio de Andrade? O que fez? http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/catiapreguica/index.php?s=lerpost&post=29   Eugénio de Andrade foi o pseudónimo de José Fontinhas Rato poeta português do séc. XX, nascido na freguesia de Póvoa de Atalaia (Fundão) em 19 de Janeiro de 1923, fixando-se em Lisboa em 1932 com a mãe, que entretanto se separara do pai.Estudou no Liceu Passos Manuel e na Escola Técnica Machado de Castro, tendo escrito os seus primeiros poemas em 1936, o primeiro dos quais, intitulado "Narciso", publicou três anos mais tarde.Em 1943 mudou-se para Coimbra, onde regressa depois de cumprido o serviço militar convivendo com Miguel Torga e Eduardo Lourenço. Tornou-se funcionário público em 1947, exercendo durante 35 anos as funções de inspector administrativo do Ministério da Saúde. Uma transferência de serviço levá-lo-ia a instalar-se no Porto em 1950, numa casa que só deixou mais de quatro décadas depois, quando se mudou para o edifício da Fundação Eugénio de Andrade, na Foz do Douro.A sua consagração já acontecera dois anos antes, em 1948, com a publicação de "As mãos e os frutos", que mereceu os aplausos de críticos como Jorge de Sena ou Vitorino Nemésio. Entre as dezenas de obras que publicou encontram-se, na poesia, "Os amantes sem dinheiro" (1950), "As palavras interditas" (1951), "Escrita da Terra" (1974), "Matéria Solar" (1980), "Rente ao dizer" (1992), "Ofício da paciência" (1994), "O sal da língua" (1995) e "Os lugares do lume" (1998).Em prosa, publicou "Os afluentes do silêncio" (1968), "Rosto precário" (1979) e "À sombra da memória" (1993), além das histórias infantis "História da égua branca" (1977) e "Aquela nuvem e as outras" (1986).Durante os anos que se seguem até hoje, o poeta fez diversas viagens, foi convidado para participar em vários eventos e travou amizades com muitas personalidades da cultura portuguesa e estrangeira, como Joel Serrão, Miguel Torga, Afonso Duarte, Carlos Oliveira, Eduardo Lourenço, Joaquim Namorado, Sophia de Mello Breyner Andresen, Teixeira de Pascoaes, Vitorino Nemésio, Jorge de Sena, Mário Cesariny de Vasconcelos, José Luís Cano, Ángel Crespo, Luís Cernuda, Marguerite Yourcenar, Herberto Helder, Joaquim Manuel Magalhães, João Miguel Fernandes Jorge, Óscar Lopes, e muitos outros...Apesar do seu enorme prestígio nacional e internacional, Eugénio de Andrade sempre viveu distanciado da chamada vida social, literária ou mundana, tendo o próprio justificado as suas raras aparições públicas com "essa debilidade do coração que é a amizade".Recebeu inúmeras distinções, entre as quais o Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários (1986), Prémio D. Dinis (1988), Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1989) e Prémio Camões (2001). Em Setembro de 2003 a sua obra "Os sulcos da sede" foi distinguida com o prémio de poesia do Pen Clube. Viveu em Lisboa de 1932 a 1943. Fixou-se no Porto, a partir de 1950, como funcionário dos Serviços Médico-Sociais. Faleceu a 13 de Junho de 2005, no Porto, após uma doença neurológica prolongada.Fonte: WikipédiaVida e obra literáriaEstreou-se em 1940 com a obra Narciso, torna-se mais conhecido em 1942 com o livro de versos Adolescente, e afirma-se como poeta na cole(c)tânea As mãos e os frutos. A obra poética de Eugénio de Andrade é essencialmente lírica, considerada por José Saramago como uma poesia do corpo a que se chega mediante uma depuração contínua.Livros de PoesiaPureza (1945) Os amantes sem dinheiro (1950) As palavras interditas (1951) Até amanhã (1956) Coração do dia (1958) Mar de Setembro (1961) Ostinato rigore (1964) Obscuro domínio (1971) Véspera de água (1973) Escrita da Terra (1974) Limiar dos pássaros (1976) Matéria solar (1980) Vertentes do olhar (1987) O outro nome da Terra (1988) Rente ao dizer (1992) Homenagens e Outros Epitáfios" Ofício de Paciência Antologia Breve Ofício de Paciência O Sal da Língua (1995) AntologiasDaqui houve nome Portugal (1968) Variações sobre um corpo (1972) Versos e alguma prosa de Luís de Camões (1972) Foi também tradutor de alguma obras, como dos espanhóis Federico García Lorca e Antonio Buero Vallejo, da poetisa grega clássica Safo (Poemas e fragmentos, em 1974), do grego moderno Yannis Ritsos, do francês René Char e do argentino Jorge Luís Borges.Literatura InfantilHistória da Égua Branca (1977) Aquela Nuvem e Outras (1986) Prosa"Os Afluentes do Silêncio". Porto, Editorial Inova, 1968. "História da Égua Branca". Porto, Edições Asa, 1976. "Rosto Precário". Porto, Limiar, 1979. "À Sombra da Memória". Obras TraduzidasAlemanha "Die weiße Stute", in "Dichter Europas erzählen Kindern". Trad. de Helmut Frielinghaus, Colónia, Midlhauve, 1972.Ex-Checoslováquia "Portugalski Kvartet" (Jorge de Sena, Mário Cesariny de Vasconcelos, Eugénio de Andrade, Herberto Hélder). Trad. de Mirko Tomasovic, Zagreb, Znanje Zagreb, 1984.Espanha "Antología Poética 1940-1980". Versão de Ángel Crespo, Barcelona, Plaza & Janes, 1981."Escritura de la Tierra", III. Trad. de José Luís García Martín, in "Fin de Siglo", nº8, Jerez de la Frontera, 1984. "Memoria d'Outru Riu". Trad. (em bable) de António García, Oviedo, Libros de Frou, 1985."Blanco en lo Blanco". Trad. de Fidel Villar Ribot, Granada, Editorial D.Quijote, 1985."Vertientes de la Mirada y Otros Poemas en Prosa". Trad. de Ángel Crespo, Madrid, Ediciones Júcar, 1987."Ostinato Rigore". Trad. de Manuel Guerrero, pref. de Eduardo Lourenço, Barcelona, Ediciones de Mall, 1987."Matéria Solar". Trad. (em catalão) de Vicente Berenguer, Valência, Gregal Llibres, 1987."Contra la Escuridade". Trad. (em bable) de Antonio García, Oviedo, Academia de Língua Asturiana, 1987.Estados Unidos "Inhabited Heart: The Select Poems of Eugénio de Andrade". Trad. de Alexis Levitin, Van Nuys, Califórnia, Perivale Press, 1985."White on White". Trad. de Alexis Levitin, in "Quaterly Review of Literature", Princeton, New Jersey."Memory of Another River". Trad. de Alexis Levitin, St. Paul, Minnesota, New Rivers Press, 1988."The Slopes of a Gaze". Trad. de Alexis Levitin, Plattsburgh, New York, Apalachee Press, 1992. (Edição bilingue: português e inglês)França "Vingt-sept Poèmes d'Eugénio de Andrade". Trad. e impressão de Michel Chandeigne, Paris, 1983."Une Grande, Une Immense Fidélité". Trad. de Christian Auscher, Paris, Chandeigne, 1983."Matière Solaire". Trad. de Mª Antónia Câmara Manuel, Michel Chandeigne e Patrick Quiller, Paris, La Différence, 1987."Les Poids de l'Ombre". Trad. de Mª Antónia Câmara Manuel, Michel Chandeigne e Patrick Quiller, Paris, La Différence,1987.Itália "Ostinato Rigore, Antologia Poetica". Trad. de Carlo Vittorio Cattaneo, Roma, Edizioni Abete, 1975."Memoria d'un Altro Fiume". Trad. de Carlo Vittorio Cattaneo, Luxemburgo, Éditions Internationales Euroeditor, 1984.México "Brevisima Antología". Trad. de A. Ruy Sánchez, México, Universidad Nacional Autónoma, 1981.Ex-URSS "Poesia Portuguesa Contemporânea": José Gomes Ferreira, Jorge de Sena, Carlos Oliveira e Eugénio de Andrade. Trad. de Elena Riáuzova, Moscovo, Editorial Progress, 1980.Venezuela "Blanco no Blanco". Trad. de Francisco Rivera, Caracas, Fundarte, 1987.Portugal "Ostinato Rigore", edição bilingue (português e francês), com traduções de Bruno Tolentino e de Robert Quemserat, 1971."Escrita da Terra e Outros Epitáfios", edição bilingue (português e italiano), com traduções de Vottorio Cattaneo,1974."Changer de Rose, Poèmes de Eugénio de Andrade traduits em espagnol, français, italien, anglais et alemand." Trad. de Ángel Crespo, Xosé Lois García, Pilar Vásques Cuesta, Armand Guibert, Robert Quemserat, Isabel Magalhães, Sophia de Mello Breyner e Guillevic, Bruno Tolentino, Carlo Vittorio Cattaneo, Giuseppe Tavani, Luciana Stegagno Picchio, Jonathan Griffin, Jean R. Longland, Mário Cláudio e Michel Gordon Lloyd, Erwin Walter Palm, Curt Meyer-Clason, Porto, 1978.PrémiosEugénio foi galardoado com inúmeras distinções, entre as quais:Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários (1986) Prémio D. Dinis (1988) Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1989) Prémio Camões (2001). Em Setembro de 2003 a sua obra "Os sulcos da sede" foi distinguida com o prémio de poesia do Pen Clube. Wed, 22 December 1999 09:40:02 GMT Dois poemas para crianças ... Eugénio de Andrade http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/catiapreguica/index.php?s=lerpost&post=28  Frutos Pêssegos, peras, laranjas,morangos, cerejas, figos,maçãs, melão, melancia,ó música de meus sentidos,pura delícia da língua;deixai-me agora falardo fruto que me fascina,pelo sabor, pela cor,pelo aroma das sílabas:tangerina, tangerina.  O Pastor Pastor, pastorinho,onde vais sozinho?Vou àquela serrabuscar uma ovelha.Porque vais sozinho,pastor, pastorinho?Não tenho ninguémque me queira bem.Não tens um amigo?Deixa-me ir contigo.  Wed, 22 December 1999 09:34:30 GMT Fundação Eugénio de Andrade http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/catiapreguica/index.php?s=lerpost&post=20 Curiosidades...Como nasceu afinal a Fundação Eugénio de Andrade?"Há uns anos já que aos Domingos, ao principio da tarde, costumamos encontrar o Eugénio de Andrade num café perto do Jardim de S.Lázaro. Roda de amigos, pequena  mas fiel, uma espécie de tertúlia à maneira do Porto antigo, que se junta cedo porque o poeta almoça pelo meio dia.Em Fevereiro do ano passado, num desses encontros, Eugénio de Andrade falou-nos de um texto que havia escrito - uma espécie de rendição ao Porto. Apesar de nos prevenir de que talvez não coubéssemos todos na sala, fomos a sua casa, ali ao lado e, durante minutos, ouvimo-lo dizer “um estilo de ser Português”. A leitura, a qualidade do texto, a sua sensível observação do Porto tocaram-nos profundamente. Já na rua, apesar da chuva miudinha, ficámos uma boa meia hora a conversar, sobre o texto, mas também sobre o autor e o espaço em que vive. Comentámos que, noutro país, este homem com esta obra, disporia com certeza de uma casa adequada. Em Portugal fazem-se casas–museus aos mortos. E aí resolvemos meter mãos à obra.O Eugénio de Andrade precisava de uma casa com espaço  para   trabalhar, receber os amigos e estudiosos, albergar livros, quadros, cartas e manuscritos. O Porto devia-lhe: escolhera a cidade há quarenta anos para viver, os seus escritos sobre ela são dos melhores que conhecemos. Pensámos, depois, em integrar nessa casa uma instituição para estudo e divulgação da sua obra.Mercê da boa vontade do Eng. Armando Pimentel, membro da  actual vereação da Câmara, conseguimos uma entrevista com o seu Presidente, Dr. Fernando Gomes, que acolheu com entusiasmo a ideia. Também o Eugénio de Andrade, depois de alguma hesitação, acabou por aceitar a fundação que teria o seu nome, com a condição de não fazer parte dos seus corpos gerentes.  Pouco tempo depois surgia a  casa do Passeio Alegre. Tinha início a Fundação Eugénio de Andrade".Fonte: Site da Fundação Eugénio de Andrade (http://www.fundacaoeugenioandrade.pt/) Thu, 16 December 1999 12:19:46 GMT O melhor de Eugénio de Andrade... http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/catiapreguica/index.php?s=lerpost&post=19 Os melhores poemas de Eugénio de Andrade... Apenas exemplos.... Urgentemente É urgente o amor.É urgente um barco no mar.É urgente destruir certas palavras,ódio, solidão e crueldade,alguns lamentos,muitas espadas.É urgente inventar alegria,multiplicar os beijos, as searas,é urgente descobrir rosas e riose manhãs claras.Cai o silêncio nos ombros e a luzimpura, até doer.É urgente o amor, é urgentepermanecer.Eugénio de AndradeA Raiz do LinhoA raiz do linho foi meu alimento, foi o meu tormento. Mas então cantava.O SilêncioQuando a ternuraparece já do seu ofício fatigada,e o sono, a mais incerta barca,inda demora,quando azuis irrompemos teus olhose procuramnos meus navegação segura,é que eu te falo das palavrasdesamparadas e desertas,pelo silêncio fascinadas.(OBSCURO DOMÍNIO) A MúsicaÁlamos —músicade matutina cal.Doces vogaisde sombra e águanum verão de fulvoslentos animais.Calhandra matinalno arfeliz de junho.Aciduladamúsica de cardos.Música do fogoem redor dos lábios.Desatadaà roda da cintura.Entre as pernas,junta.Músicadas primeiras chuvassobre o feno.Só aroma.Abelha de água.Regaçoonde o lume brevede uma romã brilha.Música, levai-me:Onde estão as barcas?Onde são as ilhas?(OBSCURO DOMÍNIO)Arte dos VersosToda a ciência está aqui,na maneira como esta mulherdos arredores de Cantão, ou dos campos de Alpedrinha,rega quatro ou cinco leirasde couves: mão certeiracom a água,intimidade com a terra,empenho do coração.Assim se faz o poema.(RENTE AO DIZER) Thu, 16 December 1999 12:08:21 GMT