Pluralis http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras/blog.php Blogue de leituras, reflexões, criações... dos alunos do 8C da ebiso Pluralis Parabéns a todos http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/pluralis/index.php?s=lerpost&post=3666  Parabéns a todos os que participaram neste concurso, em particular aos alunos dos blogues premiados.  Visitámos os blogues premiados e, por votação da maioria dos alunos da turma, achámos que o blogue http://amor-e-terno.blogspot.com/, que ficou em terceiro lugar, seria, para nós, o vencedor. Tem conteúdos ricos e diversificados e o layout é apelativo, chama mais a atenção e é mais fixe. :D Mon, 25 May 2009 11:55:52 GMT APR 8C - visita ao mosteiro de Alcobaça http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/pluralis/index.php?s=lerpost&post=3488 Visita ao mosteiro de Alcobaça    Wed, 22 April 2009 11:13:09 GMT O amor na inocência de um pesadelo http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/pluralis/index.php?s=lerpost&post=3084 Esta narrativa foi escrita a partir do estudo e desenho dos altos-relevos da cabeceira tumular de D. Pedro, a "Roda da vida e da fortuna".O texto é uma história de ficção  do século XX sobre um amor (im)possível que noutro contexto e tempo também foi contrariado.   Fri, 27 March 2009 11:02:53 GMT Cronologia do século XIV http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/pluralis/index.php?s=lerpost&post=2853  O século XIV marcado por fomes, pestes e guerras, daí a representação na Roda da Fortuna. 1320 – Nascimento de D.Pedro I de Portugal. 1325 – Nascimento de D.Inês de Castro. Morte de D.Dinis. Inicío do reinado de D.Afonso IV. 1348 – Peste Negra- chegada a Portugal. 1355 - Morte de D.Inês. 1357 – Início de Reinado de D.Pedro. Fim do reinado de Afonso IV. 1367 – Morte de D.Pedro. Fim do reinado de D.Pedro.1383-1385 - Crise de sucessão. Wed, 25 March 2009 17:43:43 GMT Áudio conto "Até ao fim do mundo. O romance sem fim." http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/pluralis/index.php?s=lerpost&post=2633 A tristeza e o sentimento de culpa atraiçoam muitas pessoas... Neste texto, os remorsos, os segredos e os momentos de felicidade irão aparecer constantemente, permitindo ao leitor aproveitar e idealizar todas as sensações aqui presentes após a leitura do texto Castro, de António Ferreira, cujas citações se encontram em itálico e do texto Memórias da Rainha Santa, de Maria Plilar Queltar Del Hierro, cujas citações estão sublinhadas. Este conto foi escrito seguindo o método intertextual, ligando as obras referidas e o meu próprio texto. Gravámos todo o conto e apresentamos aqui o ficheiro áudio.   Áudio conto escrito por Ana Sernadas, 8º C.   Mon, 23 March 2009 11:10:12 GMT Até ao fim do mundo... http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/pluralis/index.php?s=lerpost&post=2524 Até ao fim do mundo...Este filme resulta do trabalho de pesquisa, leitura, escrita em pequeno e grande grupo, visitas de estudo, fotografia, estudos de som e luz, dramatização e filmagem, desde Outubro de 2008 até Março de 2009.Os alunos de Área de Projecto do 8.º C e os alunos de Artes Performativas do 9.º B aplicaram-se nestas tarefas ao longo de dois períodos lectivos e chegaram a bom porto!  Thu, 19 March 2009 23:27:10 GMT Inês de Castro como tema literário http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/pluralis/index.php?s=lerpost&post=2464  Até ao fim do Mundo Era pedra e sobre essa pedraErgueu-se o templo do amor atroz.Ele de fogo, ela a cordeiraToda cordura chamando o algoz.Sangram as tubas: Inês é morta!Em meigo mito transmuta-a o prantoDo ermo amante que erra sozinhoNo seu deserto de diamante.Nem ar sangrento buscam seus olhosDo corpo amado desfeitas pérolas;E como fera coro os ossosDa formosura que ao alto o esperaE em desatino da paixão lusa,Perdida a alma que em Inês tinha,O fim do mundo ficou esperandoAos pés da morta, sua rainha.Natália CorreiaReferência consultada em Janeiro de 2009 http://os-amores-de-pedro-e-ines.blogspot.com/2009/01/e-um-poema.html D. Inês de CastroChoram ainda a tua morte escuraAquelas que chorando a memoraram;As lágrimas choradas não secaramNos saudosos campos da ternura.Santa entre as Santas pela má ventura,Rainha, mais que todas que reinaram,Amada, os teus amores não passaramE és sempre bela e viva e loira e pura.Ô linda, sonha aí, posta em sossegoNo teu muymento de alva pedra tina,Como outrora na Fonte do Mondego.Dorme, sombra de graças e de saudade,Colo de Graças, amor, moço menina,Bem-amada por toda a eternidade!Afonso Lopes Vieira Referência consultada em Janeiro de 2009  http://os-amores-de-pedro-e-ines.blogspot.comPesquisa de Ricardo Santos Wed, 18 March 2009 11:51:54 GMT As nossas sugestões de leituras http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/pluralis/index.php?s=lerpost&post=2385 Começamos pelas obras onde iniciámos as nossa pesquisas.Castro, de António Ferreira de que fomos lendo excertos e que serviu de base à peça de teatro Pedro o cru de António Patrício, também lida por nós. Pedro o cru, de António Patrício, esta obra ajudou-nos a conhecer melhor e a recordar algumas das informações da história de Pedro e Inês.Inês de Castro de María Pilar Queralt del Hierro, biografia romanceada de Inês de Castro.Memórias da Rainha Santa, de María Pilar Queralt del Hierro, na linha do livro anterior onde aparece a premonição da Rainha Santa.    Mon, 16 March 2009 16:56:01 GMT O jardim http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/pluralis/index.php?s=lerpost&post=2369 A Quinta das Lágrimas, situada em Coimbra, tem o primeiro jardim medieval totalmente reconstruído em Portugal.O jardim foi mandado construir pela Rainha Santa Isabel, há cerca de sete séculos, para ajudar a levar a água desde a fonte dos Amores até ao Mosteiro de Santa Clara.Foi restaurado como um jardim medieval, tendo como fonte de inspiração iluminuras, tapeçarias e literatura da época. Esta obra é da arquitecta Cristina Castel-Branco que quer chamar a atenção dos belos espaços que existem em Portugal e também para a preservação destes espaços.Isto tudo se aplica à história do jardim, onde habita o romântico, o gótico, o exótico e o tempo medieval. Depois desta reconstrução tornou-se então “uma concentração artística muito importante”.Neste trabalho, nós utilizamos o jardim como espaço físico que retrata um espaço romântico.Este local foi o cenário de um amor proibido entre D. Pedro e a fidalga galega D. Inês de Castro, conta a lenda que a fonte se alimenta das lágrimas de D. Inês.Quinta das Lágrimas, CoimbraFonte dos Amores, Quinta das LágrimasReferências consultadas entre Janeiro e Março de 2009 http://pt.wikipedia.org/wiki/Quinta_das_L%C3%A1grimashttp://forum.g-sat.net/showthread.php?t=67460http://centrodeportugal.blogspot.com/2006/05/quinta-das-lgrimas-com-o-primeiro.html   Mon, 16 March 2009 16:23:08 GMT O mosteiro de Alcobaça revisitado http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/pluralis/index.php?s=lerpost&post=2367 Em Outubro visitámos o Mosteiro de Alcobaça e voltámos em Março para filmar. Fica o convite para o visitarem... Foi  D. Afonso Henriques que mandou fundar em 1153 o Mosteiro, em carta de couto doado a Bernardo de Claraval. Este representava a renovação da Ordem de Cister e tinha grande influência junto do Papa de quem o Rei aguardava o reconhecimento do novo reino. Os monges de Cister associavam a oração ao trabalho e criavam autênticas escolas de agricultura onde se instalavam. A escolha da região de Alcobaça foi estratégica numa altura em que se tinha reconquistado Lisboa e Santarém.Em todo o edifício podemos observar arcos de ogivas, cruzamentos de arcos, abóbadas de ogivas, contrafortes unidos por arcobotantes e janelões com vitrais. No seu interior, o espaço é ampliado pela ligação entre a nave central e as naves laterais. A verticalidade vê-se na altura das naves e na forma do arco em ogiva.Neste momento encontram-se vários túmulos, entre eles o de D. Pedro e de D. Inês de Castro. A história destes está contada na roda da fortuna no túmulo de D. Pedro.O Mosteiro é monumento nacional desde 1907 e foi inscrito em 1985 na lista do Património Mundial da UNESCO. Consulta a ficha do IPPAR.    Fachada gótica e barroca do mosteiro de Alcobaça. A turma  à chegada ao mosteiro.Claustro de D. Dinis, à escuta da música que vinha da sala do capítulo.No interior do claustro, a abóbada de cruzamento de ogivas. Todas as fotografias aqui publicadas foram tiradas por nós na visita de estudo em Outubro e durante as filmagens de Março.   Mon, 16 March 2009 15:58:28 GMT A roda da fortuna http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/pluralis/index.php?s=lerpost&post=2366 A cena da Roda da Vida representa os melhores e os piores momentos da vida de D.Pedro com D.Inês. A leitura das edículas é feita da esquerda para a direita, no sentido ascendente. Nesta imagem observa-se, da metade esquerda, os seis melhores momentos da vida de D.Pedro com D.Inês, enquanto que na outra metade da Roda estão representadas as piores cenas da vida de ambos (do ponto de vista de D.Pedro). Na cena interior da Roda da Vida, continuam representados momentos felizes e infelizes da vida de ambos. Representado na parte mais abaixo da roda interior, e com bastante pormenor, D.Pedro e D.Inês derrubados no chão acorrentados pela figura híbrida da Fortuna que segura com as mãos a roda. Na escultura há elementos geométricos presentes nas janelas geminadas, arcos, rosáceas e óculos.O século XIV foi tempo de crise e de insegurança e isso reflectia-se nesta representação. Referência consultada em Dezembro de 2008:http://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%BAmulos_de_D._Pedro_I_e_de_In%C3%AAs_de_Castro  Cabeceira tumular da arca de D. Pedro I. Escultura de alto relevo do século XIV encomendada a artista desconhecido pelo próprio rei. Mon, 16 March 2009 15:57:26 GMT Biografia de D. Afonso IV http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/pluralis/index.php?s=lerpost&post=2365 Afonso IV de Portugal, com o cognome de Bravo, sétimo rei de Portugal, nasceu em Lisboa  a 8 de Fevereiro de 1291 e morreu na mesma cidade a 28 de Maio de 1357. Era filho do rei D.Dinis de Portugal  e da Rainha Santa Isabel , princesa de Aragão. Afonso IV sucedeu-lhe a 7 de Janeiro de 1325. Embora tenha sido o único filho legítimo, não terá sido o seu favorito. D. Dinis preferia a companhia de D. Afonso Sanches, um dos seu filhos bastardos. Esta preferência terá dado lugar a uma rivalidade entre os dois irmãos e a confrontos armados.O seu reinado foi marcado por dificuldades económicas e pela chegada da Peste Negra que vitimou cerca de 1/4 da população europeia.O seu relacionamento com o filho D.Pedro foi muito conflituoso sobretudo depois de este ter conhecido e se ter apaixonado por D.Inês de Castro. Para mais informações consultar:http://pt.wikipedia.org/wiki/D._Afonso_IV Mon, 16 March 2009 15:56:29 GMT Biografia de D. Pedro http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/pluralis/index.php?s=lerpost&post=2361 D. Pedro nasceu em Coimbra, em 1320, ficou para a História conhecido como "O Justiceiro", "O Cru" e "O Impiedoso". Foi o oitavo rei da primeira dinastia e reinou durante 10 anos, entre 1357 e 1367.Casou inicialmente com Branca de Castela que foi repudiada no ano seguinte após o casamento devido a debilidades físicas e mentais. Dez anos mais tarde casou-se novamente com Constança Manuel, princesa de Castela, tiveram três filhos, um deles chamava-se Luís e tinha como madrinha aquela a quem D. Pedro I depositara todo o seu amor – Inês de Castro. Após D. Constança descobrir o romance de ambos, terá morrido de desgosto e depressão.D. Pedro I é conhecido pela sua relação amorosa com D. Inês de Castro, a aia galega de sua mulher D. Constança. Inês acaba por ser assassinada por ordens do rei D. Afonso IV, em 1355. Entre 1355 e a sua ascensão à coroa, Pedro revoltou-se contra o pai, pelo menos duas vezes e perdoou-o pelo assassinato. Os desentendimentos entre pai e filho terão sido previstos pela avó de Pedro – a rainha Santa Isabel (este tema foi por nós abordado noutro texto).Quando coroado rei, 1357, D. Pedro I anunciou o casamento com Inês, realizado em segredo... e dessa forma restituiu a dignidade perdida por Inês de Castro ao ser executada como espia ao serviço de Castela. O cognome “O cru” de cruel e “O Justiceiro” derivam da forma como teria aplicado a justiça. Numa época em que os crimes maiores eram punidos pelas mãos do rei, D. Pedro I foi implacável para com os carrascos de D. Inês de Castro. Mandou persegui-los e fez da sua punição um exemplo para a corte e para o povo. Onde está a verdade dos factos? Não sabemos ao certo se coroou Inês depois de morta, mas a lenda popular foi crescendo sobretudo depois da publicação por António Ferreira da obra Castro no século XVI.Como rei, Pedro revelou-se um bom administrador,corajoso na defesa do país contra a influência papal e justo na defesa das classes sociais menos favorecidas da população.Durante o seu reinado D. Pedro conseguiu ser extremamente popular, ao ponto de toda gente dizer «que tais dez anos nunca houve em Portugal anos como estes que El Rei D. Pedro reinara».Arca tumular de D. Pedro I no Mosteiro de Alcobaça. Foto de Dulce Nunes. Visita de estudo ao mosteiro no âmbito deste projecto pelo 8.º C. Mon, 16 March 2009 14:54:51 GMT Biografia de Inês de Castro http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/pluralis/index.php?s=lerpost&post=2354 D. Inês de Castro, nascida na Galiza, filha de Pedro Fernandes de Castro, veio para Portugal em 1339 como aia de D. Constança Manuel que se iria casar com D. Pedro I. Contrariando o que estava previsto, D. Pedro apaixonou-se por D. Inês de Castro. Este romance viria a ser mal aceite pela corte e pelo povo, pois pensava-se que ela era uma espia de Castela. O fruto deste romance foram quatro  filhos: D. Dinis (infante de Portugal), D. João (príncipe de Portugal e duque de Valência de Campos), D. Beatriz (princesa de Portugal e condessa de Albuquerque) e D. Afonso que morreu à nascença. Anos mais tarde, D. Afonso IV mandou matar D. Inês, tendo para isso armado uma cilada. Fez com que D. Inês pensasse que D. Pedro a estava a convidar para um encontro na Quinta das Lágrimas, mas na realidade quem a esperava eram os carrascos de D. Afonso IV que a degolaram. Após a sua morte D. Inês foi levada para o Mosteiro de Alcobaça onde toda a corte foi obrigada a beijar a mão “daquela que depois de morta foi Rainha”. Anos atrás, a avó de D. Pedro teve uma premonição da tragédia que iria atravessar a vida do neto e daqueles que amava. “Por fim, no abençoado ano de 1320, chegou Pedro, meu neto, herdeiro do herdeiro, tão parecido comigo fisicamente e com o avô nos modos e o completo oposto do pai. (…) No entanto, alguma coisa tolda a minha felicidade, é como uma sombra que me avisa de que está destinado ao sofrimento. (…)”[1] O amor de Pedro e Inês foi igualmente antecipado pela Rainha Santa Isabel enquadrado no jardim da Quinta das Lágrimas perto do Mosteiro de Santa Clara, “Por ele passeava uma mulher jovem e muito bela, de olhos garços e pescoço esbelto rodeada de crianças que lhe chamavam mãe”… Tratava-se de Inês e dos filhos fruto do seu amor por Pedro.Arca tumular de D. Inês de Castro no Mosteiro de Alcobaça. Foto de Dulce Nunes. Visita de estudo ao mosteiro no âmbito deste projecto pelo 8.º C.    [1] Hierro, María Pilar Queralt del. Memórias da Rainha Santa. 2009. A esfera dos livros.   Mon, 16 March 2009 12:05:19 GMT Biografia de D. Constança Manuel http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/pluralis/index.php?s=lerpost&post=2202  D.Constança Manuel nasceu em 1318 e faleceu em 1345. Pertencia à nobreza castelhana. Era filha de D.João Manuel e D.Constança de Aragão. D.Constança estava prometida a D.Pedro I, casou com ele em 28 de Fevereiro de 1336, em Évora, mas só chegou a Portugal a 7 de Julho de 1340. Quando D.Constança se mudou para Portugal, trouxe consigo o seu séquito de aias, entre elas havia a formosa, fidalga galega, D.Inês de Castro, pela qual D.Pedro se apaixonou. D.Constança, apercebeu-se da atracção entre D.Inês e D.Pedro, e para impedir algum relacionamento sem ser moral, pediu a D.Inês para ser madrinha de D.Luís que morreu uma semana depois de ter nascido, o que fez com que os seus planos ficassem desfeitos. Mesmo assim D.Pedro e D.Constança tiveram 3 filhos : D.Maria (6 de Abril de 1342), D.Luís (1344) e D.Fernardo (1 de Outubro de 1345) D.Constança, viveu apenas 25 anos, morrendo em 1345 (alguns defendem a data de 1349). Referência:http://www.infopedia.pt/$d.-constanca-manuel  Mon, 09 March 2009 11:50:55 GMT Saudade http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/pluralis/index.php?s=lerpost&post=1769 A história de Pedro e Inês é uma metáfora ao amor, muito para além daquilo que realmente foi a vida destes dois amantes, dos obstáculos que se lhes depararam, as convenções que tiveram de ultrapassar, dos juízos morais de que tiveram de se libertar para poderem ser felizes alguns dias de uma vida, tão longa para Pedro e tão curta para Inês. Essa história começa a tornar-se universal quando vive de saudade, quando Pedro não aceita a morte de Inês como definitiva, quando a faz viver "Até ao fim do mundo" como rainha e finalmente se encontraram. E nós os admiradores desse amor eterno somos a corrente de vida que os levará até esse dia onde finalmente se encontrarão.  Dulce Nunes, ebisoTexto editado no comentário ao poema da Ana Sernadas pela professora Dulce nunes, colaboradora neste projecto, em 11-02-2000. Wed, 11 February 2009 09:18:04 GMT Poema de Constança a Pedro http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/pluralis/index.php?s=lerpost&post=1728 Poema de Constança a Pedro Pedro, Meu amor…. Consigo ainda vê-lo, E não, Não quero despertar o seu interior. Consigo senti-lo, Ouvir a sua voz, Consigo abraçá-lo, Mas tudo se parte como nós. Consigo tocar-lhe, Acariciar seu rosto, Consigo tê-lo, Mas num difícil gesto. Será que só conseguimos perceber, Depois de tudo estar perdido, O quanto podemos dar e receber, No nosso mundo unido. Eu consigo entender… A vida é tão curta, E eu que a perdi sem a viver… Embora agora saiba o quanto custa… Mas você… Você conseguirá aproveitar, Justa ou injustamente, O seu destino deixou-se levar. Ainda não fui embora, E já sinto pena, Pena de nossos filhos, Que não terão paz plena. Mas consigo aprendi muita coisa, E não caia em remorsos, Eu vou apenas mudar de casa, E deixar-me de esforços. Esforços de quê? A vida de prisioneira não é feliz, E a batalha que tentei travar, Só me deixou mais infeliz. Tê-lo-ei comigo para sempre, Mas ao seu lado não posso estar, A sua atenção estará para ela… E isso eu não tenho de aguentar… Isto é o meu adeus, Sofrimentos inválidos já estão perdidos… Agora pertenço a Deus, E não aos seus temíveis pensamentos.     Ana Sernadas (8ºC) 18 de Janeiro de 2009 Mon, 09 February 2009 14:27:21 GMT Sobre o poema da Ana http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/pluralis/index.php?s=lerpost&post=1727  O amor de Pedro e Inês faz-nos pensar no amor em si mesmo. Achamos que Pedro também foi amado por Contança e a Ana escreveu esse amor no poema anterior... Mon, 09 February 2009 14:24:44 GMT Até ao fim do Mundo - Capítulo 1 http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/pluralis/index.php?s=lerpost&post=1542   “ Até ao fim do Mundo" Capítulo 1  Esta história que vos vou contar é sobre um amor possível, mas proibido, do Infante D. Pedro e D. Inês de Castro. No século XIV, o Infante D. Pedro, filho de D. Afonso IV e de D. Beatriz de Castela  morava no reino de Portugal. Um dia enquanto D. Pedro, passeava pelo jardim do Castelo onde vivia, relembrou-se que mais cedo ou mais tarde teria que casar com D. Constança, e que ela viria dentro de poucos dias para o seu castelo. D. Constança era filha de D. João Manuel e D. Constança de Aragão. Passados uns dias, D. Constança chegou a Portugal, e com ela trouxe o seu séquito de aias, D. Pedro, nesse dia estava muito nervoso, pois iria conhecer a sua futura mulher e não sabia nada sobre ela. Quando finalmente chegou o séquito de D. Constança, D. Pedro reparou numa das aias - a mais bonita de todas chamada D. Inês de Castro, uma jovem e bela rapariga. A sua beleza despertou o interesse e encanto de D. Pedro. De início, D. Pedro escondeu os seus sentimentos, mas passado uns tempos, foi difícil esconder o seu amor platónico por ela. D. Pedro veio a descobrir que Inês  sentia o mesmo por ele, o que o deixou muito feliz.    Fri, 23 January 2009 14:53:07 GMT Até ao fim do Mundo - Capítulo 2 http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras//blogs/pluralis/index.php?s=lerpost&post=1541   “ Até ao fim do Mundo" Capítulo II Passado algum tempo, D. Pedro e D. Constança casaram-se, para infelicidade de D. Pedro. Foi uma cerimónia muito bonita, mas D. Pedro lá no fundo estava triste, tal como Inês que teve que ver o seu amado a casar com a sua melhor amiga.   Mais tarde, D. Constança descobriu que estava grávida. D. Pedro ficou feliz, mas D. Constança não era a mulher que idealizou para mãe dos seus filhos. D.                Inês foi convidada por D. Constança para madrinha de uma das crianças. O amor por D. Pedro, além de proibido, tornava-se um crime de incesto, porque naquela altura os pais e os padrinhos só podiam ter uma relação moral. Contudo, D. Pedro e D. Inês mantinham a sua relação em segredo e estavam quase sempre juntos, costumavam encontrar-se no Castelo de S. Jorge, onde predominava plátanos e papoilas e no centro do Jardim havia a fonte dos Desejos, onde D. Pedro e Inês desejaram que o amor deles iria durar para sempre. Eles encontravam-se lá quando D. Afonso IV não estava, D. Pedro assumia o reino e quando as estrelas mais brilhavam.  Um dia, quando D. Afonso IV voltava de um dos seus compromissos, avistara D. Pedro e D. Inês, numa cumplicidade, junto à fonte, debaixo de um plátano, estavam de mãos dadas, e olhavam amorosamente um para o outro. O Rei estava furioso e foi contar a D. Constança. Esta, passado um tempo morreu, não sabemos porquê, mas suspeitou-se que tenha sido por desgosto de amor. D. Inês, sentia um peso na consciência, por ter traído uma das suas melhores amigas, aquela que a escolhera para madrinha dos seus filhos.   Fri, 23 January 2009 14:51:48 GMT