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Manuela Santos |
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| Os túmulos de Alcobaça |
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O túmulo real de Inês assenta nos lombos de seis animais que são quadrúpedes com rosto humano. As caras desses quadrúpedes agachados são retratos flagrantes de seis humanos, retratos individuais e personalizados. Os retratados são certamente os intervenientes no assassínio de Inês, quer como executores, quer como conselheiros. O túmulo real de Pedro também assenta sobre quadrúpedes mas neste caso, meros leões decorativos. D. Pedro quis que, para toda a eternidade, os assassinos carregassem o peso da sua culpa e que as gerações presentes e futuras conhecessem as suas caras. O rei morto aguarda o Juízo Final, em que Jesus Cristo julgará os vivos e os mortos. Ora o Juízo Final está representado no túmulo de Inês. Estes túmulos são o documento mais espantoso que a Idade Média nos deixou sobre o amor de homem e mulher, o amor-paixão. 

Tiago Amaral Daniel Moiralinho |
escrito por Manuela Santos10-04-2009 23:15
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| A história de Inês de Castro na literatura |
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Com uma primeira referência num poema praticamente contemporâneo de Ibn Bilia e registado sucintamente nas obras históricas do séc. XIV, o episódio de Inês de Castro teve lugar de relevo nas crónicas de Fernão Lopes e dos historiadores que se lhe seguiram. A literatura portuguesa dedicou-lhe obras importantes, e até aos nossos dias, autores nacionais e estrangeiros não deixam perder um assunto, de que resultaram obras sempre capazes de agradar e mesmo de fazer escola. Tal ânsia pode revelar-se na crença da força do amor para além da morte, mito que se procurou exprimir de várias formas e que nesta história de amor tragicamente contrariado encontrou um assunto exemplar para todos os elementos que o tema pode implicar: sentimento, perseverança, valores humanos que despertam simpatia e piedade, crueldade que suscita indignação, lealdade e formas de a expressar que provocam admiração e respeito, a dor insuperável do bem perdido e a tentativa desesperada de o recuperar. Ao ajustar-se às linhas deste padrão, o episódio dos amores de Pedro e Inês tornou-se ele próprio um mito, característico do que a literatura apresentou como sendo o amor português.À história compete discutir e analisar questões como a existência de um casamento e as razões que levaram D. Pedro a recusá-lo em vida de Inês e a declará-lo depois da sua morte. A verdade é que o episódio de Inês de Castro é algo que mais de seis séculos não conseguiram esgotar, e nessa medida se justifica que sobre ele se continue a pensar e a escrever.
(texto elaborado a partir de informações recolhidas em vários textos) 
Tiago Amaral |
escrito por Manuela Santos10-04-2009 23:09
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| À morte de Inês de Castro |
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À morte de Inês de Castro
Toldam-se os ares, Murcham-se as flores, Morrei, Amores, Que Inês morreu. Mísero esposo, Desata o pranto, Que o teu encanto Já não é teu. Sua alma pura Nos céus encerra; Triste da terra, Porque a perdeu. Contra a cruenta Raiva ferina, Taça divina Não lhe valeu. Tem roto o seio, Tesouro oculto; Bárbaro insulto Se lhe atreveu. Da dor e espanto No carro de ouro O númen louro Desfaleceu. Aves sinistras Aqui piaram, Lobos uivaram, O chão tremeu. Toldam-se os ares, Murcham-se as flores, Morrei, Amores, Que Inês morreu.
Análise de poema "À morte de Inês de Castro" Este poema tal como tantos outros é dedicado à morte de Dª. Inês de Castro e retrata o sofrimento que esse triste incidente causou. A sua morte mudou tudo, todo o mundo, e a natureza está em sintonia com essa dor. O sujeito poético começa por anunciar a morte de D. Inês e diz que a partir daqui tudo muda: as flores murcham e os ares toldam-se. Na 2ª estrofe, o poeta faz referência à dor inconsolável por parte de D. Pedro. Os versos seguintes retratam uma hipérbole pois quando o sujeito poético diz “triste da terra" significa que toda a terra fica sentida pois a castelhana partiu. De seguida escreveu que nem Deus, ou seja a divindade, lhe valeu e a raiva de D. Afonso IV não se apagou. A 5º estrofe fala da espada que lhe trespassou o peito deixando roto o seio. O coração é, o seu tesouro escondido. Um bárbaro a matou sem dó nem piedade. A penúltima estrofe fala de elementos da natureza que significam dor, o sofrimento como as aves sinistras e os lobos. A última quadra é igual à primeira. Este poema é formado por oito estrofes, todas quadras.Em todas as quadras podemos observar rimas emparelhadas nos dois versos do meio. São quatro as sílabas tónicas em todos os versos do poema. Sara Roque e Vanda Trigueiro |
escrito por Manuela Santos10-04-2009 22:55
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| Teorema de Herberto Helder |
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RESUMO D.Pedro, o rei, estava ali naquela praça, naquele dia, para julgar Pero Coelho, um dos responsáveis pela morte da sua amada, D.Inês.Pero Coelho foi posto de joelhos, com as mãos presa atrás das costas. Foi ordenado a este homem que se levantasse e agradecesse ao rei. Todos estavam ali para ver o julgamento de Pero Coelho, até o barbeiro.Após o agradecimento de Pero Coelho ao rei, este manda que lhe tirem o coração pelas costas. As ordens do rei são cumpridas, e rapidamente D. Pedro fica na posse do coração deste assassino.Pero Coelho nem tinha medo, afinal ele era um assassino, e o destino de ir para o inferno não mudaria.Sem hesitar, D. Pedro agarra no coração e levanta-o sobre a praça para que todos o vejam. Depois de lhe tirarem o coração, o povo sugeria ainda que lhe tirassem o pénis. O rei não aprova a vontade do povo e decide comer o coração do responsável pela morte de D. Inês.Depois de tudo isto, toda a gente se foi embora deixando ali o condenado. Contudo, apesar de morrer, Pero Coelho continuaria a viver dentro de D. Pedro. Luís e Gonçalo |
escrito por Manuela Santos10-04-2009 22:38
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| A lamentável catástrofe de D. Inês de Castro |
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A LAMENTÁVEL CATÁSTROFE DE D. INÊS DE CASTRO Da triste, bela Inês, inda os clamores Andas, Eco chorosa, repetindo; Inda aos piedosos céus andas pedindoJustiça contra os ímpios matadores; Ouvem-se ainda na fonte dos Amores De quando em quando as náiades carpindo: E o Mondego, no caso reflectindo, Rompe irado a barreira, alaga as flores: Inda altos hinos o universo entoa A Pedro, que da morta formosura Convosco, Amores, ao sepulcro voa: Milagre da beleza, e da ternura! Abre, desce, olha, geme, abraça e c’roa A malfadada Inês na sepultura. Maria. Zulmira A. F. Marques, A tragédia de Pedro e Inês Este poema, “ A Lamentável catástrofe de Inês de Castro”, é da autoria de Maria Zulmira A. F. Marques.O poema aborda a desagradável e desesperante morte de D.Ines de Castro. Na primeira estrofe, o sujeito poético transmite a sensação de que D.Inês continuou a chorar de tal maneira que o som que emitia chegava até a fazer eco. Também transmite a ideia de que D. Inês prosseguia nos céus a sua súplica pedindo justiça para com os criminosos, que eram as pessoas que a deixaram sem vida. Na segunda estrofe, o sujeito poético tenta dar a ideia de que ainda se ouvem as lágrimas das ninfas, ao relembrar o episódio da morte de D.Inês, na fonte dos Amores. O rio Mondego, ao ser atingido pelas lágrimas das ninfas, vai transbordar água, fazendo o caudal subir e encharcar as flores. Na terceira e quarta estrofes, o sujeito poético dá a ideia de que o universo ainda entoa hinos de beleza e de ternura, apesar de D. Inês já ter morrido. D. Pedro, ao aperceber-se, vai ter à sepultura da sua amada onde a abraça e coroa.
“O poema à maneira de…” Da triste, bela Inês Que chorando continuas Pedindo lá nos céus piedosos, justiça Contra os seus horríveis criminosos. Ainda se ouve na fonte dos Amores A sua triste dor,Pelas águas do rio correndo As mais tristes flores. O mundo ainda suplica,A Pedro que a morte é dura Com ele ao sepulcro voa: A sua beleza e ternura, Abraça-a e c’roa A sua querida Inês na sepultura. Soraia Penha e João Machado
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escrito por Manuela Santos10-04-2009 22:06
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| Diário de D. Afonso IV |
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7 de Janeiro de 1355 Querido diário… Há muito tempo que em ti não escrevo, mas hoje foi um dia diferente, apesar de ser natural executar pessoas, esta não era como tantas outras, era a amante do meu filho, a aia de D. Constança e como se nada mais bastasse era madrinha do meu primeiro neto. Vinda de Castela a desordem no meu reino vieste causar! Encontravas-te diante de mim com a aparência de uma jovem apaixonada, teus olhos inundados de pureza. As tuas súplicas me iam destruindo a frieza (exterior, pois por dentro derretido de piedade estava), teu gesto lindo, e teu corpo esbelto. Naquele momento apreciei-te com outros olhos e logo me apercebi porque meu estimado, querido e apaixonado filho, D. Pedro, se apaixonara por ti , feiticeira. Jamais irei saber ao certo as tuas intenções, se era ter o domínio do meu reino sofrido ou apenas, simplesmente, viver com o príncipe D. Pedro à vontade, sem medos nem receios, e a seu lado dar novos rumos a esta terra. Fui demasiado tirano por tê-la mandado executar. Melhor fora ter seguido o caminho que meu coração mandava e não me ter guiado pela voz do povo. Estou arrependido, muito até. Sei que o meu descendente jamais me perdoará e me declarará guerra, mas por de detrás desta minha máscara de duro e repleto de tirania estará sempre um pai que ama o seu filho.  Vanda Trigueiro |
escrito por Manuela Santos06-04-2009 23:33
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| Em torno de Inês de Castro |
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Assim começa o blogue... No início do segundo período, os alunos foram desafiados para participarem num projecto de escrita relacionado com a figura de Inês de Castro. Foram propostos vários textos para leitura e fez-se o estudo detalhado do episódio presente na obra Os Lusíadas de Luís de Camões. Os alunos candidataram-se à realização de vários trabalhos de escrita, envolvendo vários tipos de texto: narrativas, textos de opinião, poemas, resumos... Os trabalhos foram produzidos e aperfeiçoados nas aulas. Através deste blogue pretende-se divulgar esses textos. Foi assim possível recordar e reinventar esta figura ímpar da história e da literatura portuguesas. |
escrito por Manuela Santos20-03-2009 00:04
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