Plano Nacional de Leitura

Barómetro opinião pública

De acordo com este estudo, realizado por António Firmino da Costa, Elsa Pégaso e Patrícia Ávila, do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), os inquiridos salientam o crescimento da leitura associada às novas tecnologias, nomeadamente mensagens no telemóvel (86 por cento) e utilização do computador e acesso à Internet (82 por cento).

Para outros suportes, como livros, jornais e revistas, prevalece a opinião de que a respetiva leitura também aumentou nos últimos anos em Portugal, embora de forma menos acentuada do que no caso dos meios tecnológicos.

A maioria dos inquiridos reconhece a importância da leitura (78 por cento), enquanto 58 por cento afirmam ter gosto pela leitura, gosto esse que cresce de forma acentuada à medida que aumenta a escolaridade, situando-se nos 98 por cento na população com estudos superiores.

A leitura é percecionada, antes de mais, como uma atividade útil (79 por cento), seguidamente como um passatempo (55 por cento) e, ainda, como uma escolha (54 por cento). Apenas 21 por cento encaram esta atividade como uma obrigação.

As habilitações e a idade dos inquiridos também são determinantes quando se trata de autoavaliar as capacidades no domínio da leitura. Assim, enquanto a população em geral avalia as suas capacidades de leitura como boas ou muito boas, essa percentagem sobre para 87 por cento no caso dos jovens entre os 15 e os 24 anos e para 96 por cento no que respeita aos detentores de um diploma do ensino superior.

No entanto, apesar do reconhecimento da importância da leitura, a maioria dos portugueses (68 por cento) pensa que no país se lê menos do que na União Europeia, sendo de assinalar uma menor valorização do lugar da leitura na vida pessoal por parte de alguns grupos sociais, em particular dos menos escolarizados.

Neste contexto, a existência do PNL em Portugal é entendida, de forma quase unânime, como sendo importante (62 por cento) ou muito importante (34 por cento), destacando-se entre as formas de potenciar a leitura as atividades de leitura nas escolas (71 por cento), a melhoria da preparação escolar dos jovens (68 por cento) e a existência de bibliotecas nas escolas (67 por cento), itens que privilegiam o contexto escolar e convergem com as ações desenvolvidas pelo PNL no primeiro ano de execução.

A primeira aplicação do Barómetro de Opinião Pública, inserida no sistema de avaliação do PNL, permitiu obter um primeiro retrato das opiniões e das atitudes dos portugueses relativamente ao PNL e à leitura em geral.

Para avaliar o modo como os cidadãos estão a acompanhar o desenvolvimento do PNL, o Barómetro de Opinião Pública será aplicado periodicamente, integrando um conjunto focado de questões.